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HÁ PIORES!

HÁ PIORES!

Poeta, talvez careça de bons modos,
Enmimesmado diante dos senhores.
Não sou o maior nem um dos melhores,
Embora ande à maneira dos rapsodos…
— E se me acham tão ruim, contesto: — “Há piores!”

Às vezes, eu também caio em engodos
E encontro iras buscando ver amores.
Não sou bajulador de entendedores,
Tampouco rastejante sobre lodos.
— E se me acham tão ruim, contesto: — “Há piores!”

Escrevo sobre tudo e sobre todos,
Em versos não isentos de temores…
Temerário a ignorar os meus terrores,
Irrompo na avanguarda com denodos!
— E se me acham tão ruim, contesto: — “Há piores!”

Remontando ao vulgar dos visigodos,
Um vernáculo ibérico de ardores
Exercito entre rimas e pudores
N’esse afã de poetar de tantos modos.
— Pois se me acham tão ruim, contesto: — “Há piores!”

Belo Horizonte – 24 12 2019

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