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FALCOARIA 

FALCOARIA

Pousada em minha destra, olhos vendados,
A ave aguarda na névoa matutina
A ordem de começar sua rapina,
Por todos esses campos e banhados.

Tensa, ainda mantém os pés arqueados
Pronta para a guerreira disciplina,
Que fez sempre tão próspera a assassina,
Ao deixar rastejantes destroçados.

Acto contínuo, tiro d’ela a venda,
Lanço-a e logo alça voo de encontro ao vento,
Buscando nas alturas nova senda.

Porém, se cá no chão vê movimento,
Despenca desde as nuvens em contenda…
Levanta em pleno ar um peçonhento!

Betim – 07 07 2017

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